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Welcome back, I have some news!

 Hm, tudo bem, o combinado era voltar há dois atrás, e não é como se eu estivesse sem tempo, porque bem, eu tenho, é só que... eu não sabia o que escrever, vivi muitas coisas todos os dias, coisas que me serviram de lição, só não tinha paciência de arrumá-las aqui. Viajar com sua melhor amiga que você não vê, a tipo, muito tempo deveria ser algo incrível, hm, vocês deveriam conversar, e não sei, estar radiante, não?! Mas não aconteceu desse jeito, bom, foi minha culpa, é só que parece que as coisas mudaram, nada é a mesma coisa, eu a amo, mas o tempo às vezes estraga tanto as coisas, e desgasta, e as coisas esfriam, como se fossemos estranhas, e eu me sinto culpada por não ter sentido por isso, não sei, era como se toda vez as vezes que ela falava, eu lembrasse dos seus defeitos e todas as coisas que eu não suportava nela, me fazendo ficar irritada, com uma louca vontade de por tudo pra fora, foi estranho...
 Ok, vamos fazer isso intercaladamente, depois de falar sobre isso que foi, bom, estranho, quero lembrar do quanto me surpreendo comigo mesma a cada dia que passa. Nunca imaginei que fosse mudar tanto e numa escala de tempo tão curta, ok, não tão curta assim, mas eu costumava amar rosa e essas coisas superficiais, batom e salto alto, e agora, bem, eu sou assim, sei lá, às vezes é inacreditável. Eu sou a E. fascinada por aventuras, coisas insanas e flores, quem diria? Quem diria que eu estaria planejando fugir com três amigos? Quem diria que eu deixaria de me importar com a opinião do mundo? Tudo mudou, mas é como se ainda assim, eu continuasse a mesma. Recebi uma das melhores definições de mim nesse tempo que estive fora. Não dá pra saber quem eu sou, porque é como se eu fosse um mistério, um enigma, não dá pra me descobrir olhando nos meus olhos porque eles são uma nebulosa, eles vão estar sempre escuros, não vão me denunciar, porque eu sou assim, as pessoas não vão descobrir nada além do que eu quiser que elas descubram. Sou muito profunda, e as pessoas não sabem nadar em meu mar, então, elas ficam no raso, e vêem apenas o que lhes trago nas ondas, soa ruim, ou egoísta? Não quero saber. Mas gosto disso... Eu sou um mistério, é realmente uma definição incrível.
 Eu ainda estou confusa, sabe? Sobre aquilo, digo, sobre eu ter um "Nós", talvez seja porque isso seja novo pra mim, mas eu me sinto perdida na maioria das vezes, às vezes não sei se estou indo pelo caminho certo, se isso tudo é o certo. Estou dividida, nunca tenho uma opinião final, ele parece ser um cara legal, na verdade, ele é, mas, hm, não sei se ele está pronto para lidar com alguém feito eu, ok, eu disse que achava interessante o fato de sermos o oposto, mas isso talvez não caia assim tão bem na nossa realidade. Talvez ele seja imaturo demais, não no geral, mas imaturo pra mim, eu sou tão estranha... Sei que ele está se esforçando, e algumas vezes ele consegue me tirar do chão, mas ainda assim, ele é tão previsível, é uma gracinha, na verdade. E além de toda essa dúvida, o passado vem me rondar, não sei porque diabos tenho pensado tanto nele ultimamente, mas eu nunca estou esperando, eu estou lavando a louça, e do nada tudo vem à tona, e volto a pensar em tudo de novo, e o estômago começa a borbulhar, e isso tudo é uma droga! Às vezes, quase sempre, na verdade, eu acho que sou a pessoa mais confusa e estranha do mundo, às vezes acho que só gosto das pessoas, "daquele jeito", até saber que sou correspondida, por isso que ainda sinto minha barriga entrar em ebulição quando lembro dele, porque nunca soube o que ele sentia por mim, porque até o que eu sei, não era nada, e saber que depois daquele dia, daquele momento, que esperei por tanto tempo, nós nunca nos vimos de novo, e talvez, nunca tornemos a ver. Mas isso tudo pode ser, também, sintomas do meu primeiro amor. É difícil para mim saber quando se está gostando de alguém, então, fiz uma lista baseada no meu primeiro amor, e comparando as duas situações, algumas coisas se encaixam, vamos aguardar. Às vezes, eu o acho um idiota, e me pergunto porque ainda estou aqui, tentando, mas quando ele diz aquelas coisas doces, ou quando ele me chama de Flor, ah, não dá segurar as borboletas, elas simplesmente invadem não só meu estômago, mas todo o meu ser, e então, ele finalmente consegue me tirar do chão, e algumas duzias de risos.
 É, realmente aconteceram muitas coisas durante esses dias que estive fora daqui, mas eu estou bem, principalmente comigo mesma, ando dormido tarde, passado o dia deitada, sem fazer quase nada, ou fazendo muita coisa, mas não me sinto cansada, acho que era disso que eu precisava, tempo.

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